sexta-feira, 21, agosto, 2026

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Lula liga para Trump, que propõe retomada de negociações sobre tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na manhã desta sexta-feira (21/8). Segundo o Planalto, a conversa ocorreu em “tom cordial” e tratou de temas como o tarifaço imposto a produtos brasileiros, combate ao crime organizado e conflitos globais.

Em relação às tarifas, Lula teria reforçado a Trump que as justificativas para a aplicação das taxas são “infundadas” e ressaltou a importância de manter os EUA como parceiro comercial do Brasil.

“Ao observar que as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil, quanto os Estados Unidos, [Lula] afirmou que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países”, diz o comunicado.

Ainda segundo o Planalto, o chefe da Casa Branca propôs que as equipes retomassem as negociações. “O presidente Trump concordou com a necessidade de preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível”.

Outro ponto abordado no telefonema foi a cooperação no combate ao crime organizado. Segundo a Presidência, Lula defendeu que “grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas”.

Em junho, o governo norte-americano decidiu classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações criminosas, medida que contrariou o Planalto.

Lula elencou uma série de ações do governo que têm o objetivo de fortalecer o enfrentamento ao crime organizado. Ainda de acordo com a nota, Trump “se dispôs a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar seguimento aos entendimentos nessa área”.

Por fim, os líderes trataram do conflitos globais, especialmente as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio. O presidente brasileiro “lamentou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU”, e propôs a convocação de uma reunião do órgão para discutir uma saída diplomática para as questões.

 

As informações são de Metrópoles.