O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, preso nesta segunda-feira (13/4) pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), afirmou em novembro do ano passado que estava seguro no país com “anuência do governo americano”.
Ramagem saiu do país em setembro de 2025, mas foi considerado foragido em dezembro. A ida aos EUA ocorreu em meio ao julgamento dele no núcleo 1 da trama golpista, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) o condenou a 16 anos de prisão.
Durante uma entrevista ao canal no YouTube do jornalista Allan dos Santos, Ramagem afirmou na época que estava morando em Orlando e que só deixou o país porque não queria que as filhas presenciassem sua prisão. O ex-parlamentar chegou a elogiar as autoridades americanas que, segundo ele, o recepcionaram bem.
“É lógico que eu não ia ficar no Brasil, com as minhas filhas me vendo ser preso sem ter cometido crime algum e sendo submetido a uma ditadura. Consegui sair para não expor minha família a essa violência. Hoje estou seguro aqui, com a anuência do governo americano, diante de uma perseguição grave — e só ao longo do tempo o país vai entender os porquês disso tudo”, disse.
Fuga do Brasil
Investigadores da PF descobriram que Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana, em Bonfim (RR). A investigação apurou que, após chegar a Roraima, ele seguiu de carro e cruzou a fronteira – onde apenas um rio separa os dois países.
A fuga ocorreu no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, votou para condená-lo. Com isso, o magistrado decretou a prisão de Ramagem.
Já na Guiana, Ramagem embarcou para Miami (EUA). Há registro da chegada dele em 11 de setembro no país norte-americano. Ele chegou em território norte-americano sozinho, mas passou a viver no país acompanhado da esposa e dos filhos.
Com informações do Metrópoles.
