segunda-feira, 20, abril, 2026

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Escritório da esposa de Alexandre de Moraes anuncia processo contra senador Alessandro Vieira

O escritório de advocacia Barci de Moraes — que tem como sócia Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes (STF) — anunciou nesta segunda-feira (16/3) que vai processar o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) por calúnia e difamação, além de pedir indenização por danos morais.

A declaração que gerou a ação

O escritório contesta uma declaração de Vieira — relator da CPI do Crime Organizado no Senado — feita em entrevista ao SBT News, na qual o parlamentar afirmou:

“A gente tem informações que apontam circulação de recursos entre esse grupo criminoso e familiares dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Não é razoável dizer agora que essa circulação de recurso é ilícita”.

Vieira havia mencionado que “apurações em andamento” indicam pagamentos do PCC (Primeiro Comando da Capital) a “autoridades de diversos poderes, servidores públicos de carreira, políticos e, eventualmente, pessoas ligadas ao Judiciário”.

A resposta de Alessandro Vieira

Procurado, o senador rebateu a ação e negou ter feito as afirmações da forma como foram interpretadas:

“Essa interpretação forçada não corresponde ao que falei e é mais uma tentativa de intimidação. O que fiz foi relatar o processo provável de lavagem de dinheiro realizado por um grupo que contratou os serviços do escritório da família Moraes. Não apontei em nenhum momento ligação direta entre o PCC e o referido escritório”.

Vieira esclareceu ainda que o “grupo criminoso” ao qual se referia era o Grupo Master — e não o PCC diretamente:

“O grupo criminoso a que me refiro é o grupo Master. Algumas pessoas, aparentemente, ainda têm dificuldade em compreender que as atividades do Master eram criminosas”.

O contexto: escritório e Banco Master

O escritório Barci de Moraes entrou no centro do debate político após a revelação de que prestou serviços jurídicos ao Banco Master, liquidado pelo Banco Central no ano passado. A banca confirmou o contrato e detalhou ter atuado entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, realizando “ampla consultoria e atuação jurídica”.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente e é investigado por fraude financeira, sendo alvo tanto da CPI do Crime Organizado quanto da CPMI do INSS.

Com informações de Metrópoles