O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (17), a segunda fase da Operação Militia, que resultou na prisão de dois investigados, sendo um em Manaus e outro no município de Borba. Também foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo criminoso.
A ação, coordenada pelo promotor de Justiça Armando Gurgel, visa aprofundar as investigações sobre um núcleo criminoso que atuava utilizando contas bancárias fraudulentas para lavar dinheiro oriundo de extorsões. Segundo o MPAM, as contas eram abertas com documentos falsificados e movimentavam valores significativos obtidos por meio de práticas criminosas.
Um dos casos que chamou atenção da Promotoria foi o uso do nome de um perito da Polícia Civil — que é, na verdade, vítima do esquema — para abertura de contas utilizadas pelos criminosos.
De acordo com o MPAM, os dois presos nesta fase têm vínculo com forças de segurança e já eram alvos das investigações desde a primeira etapa da operação. Com as buscas realizadas hoje, o MP espera reunir mais provas para avançar nas denúncias contra os envolvidos.
A coletiva de imprensa com mais detalhes sobre a operação será concedida ainda hoje, às 9h30, no hall de entrada da sede do MPAM, localizada na Avenida Coronel Teixeira, nº 7995, bairro Nova Esperança.
A Operação Militia é resultado de um trabalho conjunto entre o MPAM, a Polícia Civil e a Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública do Estado. A primeira fase já havia identificado o envolvimento de agentes públicos no esquema.
