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PM que matou mulher trans é condenado a 10 anos de prisão e perda do cargo

Jeremias Costa Silva, de 35 anos, foi condenado a 10 anos de prisão e a perda do cargo público, por matar a transexual Manuella Otto, de 25 anos, no dia 13 de fevereiro de 2021. O  julgamento ocorreu nesta quarta-feira (3), na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, no Fórum Henoch Reis, Zona Centro-Sul de Manaus.

De acordo com o processo, Jeremias foi condenado a 10 anos de prisão em regime fechado, pela prática do crime de homicídio simples privilegiado. O caso ocorreu no interior de um motel, em local isolado, circunstâncias que dificultaram o pedido de socorro da vítima,  uma mulher transexual, e gerou facilidade na execução do crime.

“Após o homicídio, o condenado na tentativa de obter a impunidade, cobriu sua cabeça e rosto com uma camisa, com a nítida intenção de fugir da autoria”, diz um trecho do processo.

Jeremias foi condenado sob o regime inicial Fechado e, segundo o processo, o condenado perde o cargo público pela gravidade acentuada do crime em questão.

Sobre o caso

O PM é acusado de ter assassinado a tiros a mulher trans, Manuella Otto, no dia 13 de fevereiro de 2021, em um motel do bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte de Manaus. Ele foi preso no mesmo mês após se apresentar na delegacia.

A investigação da polícia aponta para um possível desentendimento entre Jeremias e Manuella, quando ela foi morta com dois tiros. Um disparo atingiu as costas dela e atravessou o tórax e o outro acertou o braço esquerdo, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Após o crime, o PM vai até a portaria e tenta sair do motel, mas é impedido por um funcionário, quando ele bate com o carro no portão do local e foge depois derrubar a entrada. Imagens de câmeras de segurança registraram a fuga.