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‘Jogo do tigrinho’: Influencers e casa de prostituição são alvos de operação no Pará

Na manhã desta segunda-feira (18), vários influencers de Belém, Bragança e Castanhal foram autuados após serem investigados por divulgarem o ‘Fortune Tiger’, mais conhecido no Brasil como ‘Jogo do Tigre’. A operação da Polícia Civil do Pará, chamada ‘Truque de Mestre’, cumpre 12 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em condomínios de luxo e em uma casa de prostituição.

Considerado ilegal no país, o game é um cassino online famoso, que tem gerado grandes prejuízos financeiros aos usuários. Até o momento, sete pessoas foram presas na ação. Além disso, foram apreendidos cinco carros de luxo, duas motos, máquinas de cartões, documentos e aparelhos eletrônicos.

As investigações que deram início a operação ocorrem há cerca de quatro meses. As sete pessoas presas durante as primeiras horas desta segunda-feira, são suspeitas de integrarem a organização criminosa que promove o jogo de azar. Segundo as autoridades, a operação deve continuar ao longo de todo o dia. Os autuados foram: Gleison Pereira Soares (Mago das Unhas), Suzana Karla Melo de Araújo (Mãe da Noelle), Géssica Meireles Alves, Rayssa Natacha Motta Berbary (presa na manhã de hoje, no aeroporto de Recife), Jamily de Pinho Ipiranga, Ianne Raquel Andrade dos Santos e Emilly Almeida da Penha.

Foto: Divulgação

Segundo a PC, os influencer obtinham uma grande quantia de dinheiro que seria oriundo do esquemas de jogos de azar e cassinos on-line. Após obter a vantagem, os investigados compravam casas, carros, terrenos, com o objetivo de “Lavar” o dinheiro ilícito, transformando-o em lícito.

“A cada 50 usuários indicados eles ganhavam R$ 1 mil. Nós cumprimos os mandados de prisão e de busca e apreensão. Agora eles vão ficar à disposição da justiça. Ao todo, nós identificamos 13 alvos e todos serão indiciados. Sete pessoas foram presas, uma delas foi autuada quando estava em Recife. Ela estava desembarcando, inclusive, para lançar a sua plataforma naquele estado e fazer mais vítimas”,declarou o delegado Arthur Nobre, um dos responsáveis pelas investigações.

Conforme o Delegado Daniel Castro, diretor de Polícia Metropolitana, as quantias movimentadas pelos suspeitos eram milionárias. Somente Noelle Maria de Araújo Lopes, uma das envolvidas, teria feito transações superiores a 20 milhões de reais.

“Pelas movimentações financeiras, a gente observa que foram valores voluptuosos. Só um deles operou mais de 1,6 milhão. Uma outra, R$ 22 milhões, em 3 meses. Ou seja, a dinâmica e fluxo de dinheiro era muito grande e para eles fazerem essa legalização, eles compravam bens e móveis, como a motocicleta, os veículos caros e de luxo, e até residências. Eles se aproveitavam das condições atuais do poder de influência que exercem sobre os seus seguidores para obter vantagem ilícita”,afirmou.

Foto: Divulgação

Participaram da operação 14 equipes de policiais civis que compõem as delegacias e seccionais da Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM) e da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), entre elas as Seccionais da Sacramenta, São Brás, Guamá, Marituba, Ananindeua, Cremação, Pedreira, Marambaia, Icoaraci, Cidade Nova, Paar e das Delegacias do Atalaia, de Bragança e de São Francisco do Pará.

*Com informações do O Liberal