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O que faz o Flamengo querer contratar De la Cruz, do River Plate

Desejo antigo do Flamengo, o meia Nicolás de la Cruz está próximo de ser reforço do clube para a temporada de 2024. O acerto está pendente de pontos como a cláusula de rescisão, comissão para intermediários e bonificações.

O River Plate, detentor dos direitos do jogador, é claro: para contratar, basta notificar da intenção e pagar os 16 milhões de dólares (R$ 80 milhões) da multa para liberação. Os cariocas tratam o tema como resolvido e já estão de acordo com o pagamento à vista.

Revelado pelo Liverpool do Uruguai e destaque da era Marcelo Gallardo no River Plate, o meia é visto como um substituto natural de Arrascaeta.

O meia convive com problemas físicos e há um consenso de que mesmo sendo decisivo, nem sempre consegue suportar o ritmo do calendário brasileiro. Esse diagnóstico foi corroborado por Vítor Pereira e Jorge Sampaoli, que viu o meia ter grande atuação contra o Grêmio, nas semifinais da Copa do Brasil, e depois não jogar bem na final, contra o São Paulo.

Taticamente, De la Cruz é jogador que pensa, cadencia e entra na área. Ele pode jogar em três posições:

  • Centralizado na trinca de meias do 4-2-3-1, atual esquema do River e do próprio Flamengo.
  • No papel de “enganche”, aquele pensador que fica mais solto para pensar o jogo num 4-3-1-2
  • Como um volante com mais liberdade no losango no meio-campo, como jogou com Marcelo Gallardo no River.

O grande forte de De la Cruz é sua visão de jogo. Ele é pensador que procura a bola dos companheiros a todo momento. Gosta de pegar e articular, dando o passe para quem entende que está melhor colocado. Por isso, o jogador não fica o tempo todo postado no ataque e gosta de se movimentar para buscar o jogo lá de trás.

Assim, abre espaço para a passagem de um volante – no River, Nacho Fernández aproveita esse movimento.

Em termos de lado e posicionamento, De la Cruz prefere o setor direito. Quando é o volante que sai com a bola e ele não precisa voltar, o meia procura o setor entrelinhas – os espaços na marcação – e pode até interver de posição com o lateral direito. Ou entra na área, movimento que fazia muito com Gallardo.

Na comparação com Arrascaeta, De la Cruz tem a mesma visão de jogo e faro para assistências. Mas entra menos na área que o atual titular do Flamengo. Sua movimentação é mais parecida com a de Éverton Ribeiro quando joga centralizado nessa trinca de meias do 4-2-3-1.

O técnico Tite vê Éverton Ribeiro e Arrascaeta na mesma posição. Dessa forma, De la Cruz disputaria vaga com dois dos pilares do Flamengo desde 2019 ou jogaria como meia-volante do 4-3-1-2, na mesma faixa de campo de Gérson, com Pulgar ou Maia como primeiro volante.

Com informações de: Ge