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Influencer fitness Renato Cariani é alvo de operação da PF contra tráfico de drogas

Na manhã desta terça-feira (12), a Polícia Federal (PF) desencadeou uma operação em São Paulo, com foco no combate ao tráfico de drogas e ao desvio de um produto químico utilizado na produção de crack.

O principal alvo da ação é a empresa Anidrol, uma indústria química localizada em Diadema, na Grande São Paulo, cujo sócio é o influenciador fitness Renato Cariani, conhecido por sua vasta audiência de mais de 7 milhões de seguidores.

No ano passado, Cariani utilizou sua popularidade como plataforma para impulsionar a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição. O influenciador promoveu uma live ao lado do político no Ironcast ao lado do médico e fisiculturista Paulo Muzy.

Na época, Cariani disse ter perdido cerca de 25 mil seguidores nas redes sociais, mas durante a entrevista de pouco mais de 2 horas, ganhou 200 mil novos inscritos na plataforma de vídeos, e a live chegou a ter no pico 396,1 mil espectadores.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em entrevista com Renato Cariani e Paulo Muzy | Reprodução/Ironcast

A operação, que conta com 18 mandados de busca e apreensão, sendo 16 em São Paulo, um em Minas Gerais e outro no Paraná, tem como suspeita a prática de desvio de toneladas de um produto químico destinado à produção de entre 12 e 16 toneladas de crack. A Polícia Federal estima que, no mercado interno brasileiro, o quilo do crack seja comercializado por valores que variam entre US$ 3 mil (R$ 14.817,60) e US$ 5 mil (R$ 24.695,99).

Operação da PF realiza operação em residência de influenciador | Reprodução/SBT

A investigação teve início em 2022, após uma empresa farmacêutica multinacional alertar a PF sobre notificações da Receita Federal referentes a notas fiscais emitidas em seu nome, com pagamentos em dinheiro não declarados. A empresa farmacêutica negou qualquer aquisição do produto, alegando desconhecimento dos fornecedores e dos depósitos.

A partir dessa denúncia, a PF iniciou uma apuração minuciosa e identificou que, entre os anos de 2014 e 2021, o grupo investigado emitiu e faturou notas fiscais fraudulentas em nome de três grandes empresas: AstraZeneca, LBS e Cloroquímica.

Produtos apreendidos em operação da PF | Reprodução/PF

A operação, realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO do MPSP) de São Paulo e a Receita Federal, representa um desdobramento das investigações que, inicialmente, resultaram no pedido de prisão dos envolvidos. Embora o Ministério Público tenha se manifestado favoravelmente, a Justiça optou por negar as prisões.

*Com informações do SBT Notícias.