quarta-feira, 21, fevereiro, 2024

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Yara Amazônia, mãe das águas e dos humildes

A história que agora será compartilhada começou nos anos 60, no lendário bairro do Educandos, o mais pitoresco da memória manauense. Ali frequentava a Igreja Batista de Constantinópolis, com meus pais e irmãos, recolhendo as sementes de nossa formação bíblica através da pregação do fundador, Erick Alfred Nelson, o missionário sueco, vindo dos Estados Unidos, há 83 anos.

E foi ali que conheci uma referência humana de amor ao próximo, um sentimento que fez de sua vida um instrumento de propagação do Evangelho, a boa notícia do Amor de Deus pela humanidade. Estou falando de Yara Amazônia Lins Rodrigues dos Santos, mãe d’água, como sugere seu nome, e mãe dos pobres, uma designação de sua trajetória de vida, de bondade e solidariedade integral.

Nossas famílias oravam juntas e dali levaram para a vida o mote, a senha e a chave do mandamento maior: “ amai-vos uns aos outros”.

O Amazonas vivia anos de penúria, e Manaus, a cidade sorriso de outrora, que desfrutava o glamour do Ciclo da Borracha, vivia dos repasses federais, assim como toda a Amazônia, saída da II Guerra, em que voltamos para a floresta coletar o látex da seringueira para atender as demandas das máquinas de guerra. Mesmo assim, era importante estudar, orar e trabalhar por dias melhores e maiores oportunidades. E assim, cada um fazendo sua parte, nos unimos para conquistar a transformação.

Ciclo da borracha/ coleta do látex – Foto divulgação

Nossas vidas voltaram  a se cruzar em meio a essa luta, movida pelos compromissos de família direcionados aos mais necessitados. À multidão de pessoas humildes que fizeram e fazem parte da caminhada de Yara Amazônia, venho me reunir com insistência para entoar um hino de louvor e de gratidão em sua homenagem.

Entoar o cântico da graça que resgata o reconhecimento bíblico e público de Jesus às Yaras que compõem o relicário dos corações generosos: “Tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; fui refugiado e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram”. Esta passagem de Mateus, 25 ilustra o testemunho de conduta de Yara Amazônia Lins Rodrigues dos Santos, um exemplar vivo de resistência evangélica, capaz de doar a vida por seus irmãos em Jesus. 

Profissionalmente dedicou suas habilidades pessoais à proteção e controle das contas públicas, no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, onde são auditadas as operações com o dinheiro do contribuinte e que, se bem controlado, representa a certeza de que os recursos alcançaram suas finalidades, o bem estar e a qualidade de vida das pessoas.

Foto divulgação

Para tanto, Yara qualificou-se em Ciências Contábeis e Ciências do Direito, duas ferramentas vitais de sua carreira profissional e realização pessoal. 

Esses diplomas e um amontoado de certificações nas respectivas áreas retratam nas paredes de sua história como reconhecimento local e nacional de seu desempenho como profissional e pela estatura de seu espírito público.

Entretanto, o que mais faz brilhar seus olhos de verdadeira alegria pessoal, e de seus familiares, são as fotografias das celebrações vindas de pessoas simples, festas de gratidão e de reconhecimento de suas iniciativas em favor de quem mais precisa.

Yara

Os servidores da limpeza, da copa, da segurança, gente humilde que enxerga em Yara Lins, a fonte e luz que alumia a jornada de quem vive na simplicidade e da esperança de que a vida podia ser melhor e será.

Obrigado por inspirar minha assistência social acadêmica, profissão que escolhi pelas mesmas razões que levaram a sua escolha. Felicitações de tantos corações agradecidos, de todos nós que admiramos sua jornada e amamos seu jeito de melhorar a face do mundo e da vida das pessoas que tem a primazia e a alegria de estar perto de você.

Redação Brasil Amazônia Agora