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Um ano após tragédia, investigações da queda da ponte na BR-319 continuam inconclusivas

Há um ano, caía a ponte sobre o Rio Curuçá, no km 25 da BR-319 (Manaus-Porto Velho). A tragédia deixou cinco mortos e 14 feridos. Após 365 dias, as investigações realizadas pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) seguem inconclusivas até o momento. O órgão responsabiliza o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) pelo atraso da finalização do inquérito policial.

O Portal questionou a PC-AM sobre a atual fase de investigação e se existe uma previsão para o encerramento. Em nota, a Polícia Civil assinalou que “depende de documentos a serem enviados pelo Dnit para dar continuidade ao processo”.

Segundo a Polícia Civil, mesmo após requisição, o Dnit não submeteu documentações consideradas relevantes para o prosseguimento das investigações, como um laudo pericial que esmiúça, tecnicamente, os motivos por trás da queda da estrutura. O relatório se encontra em estágio de produção pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT-SP).

O Dnit informou à reportagem que “tem colaborado com as investigações e fornecido todo material solicitado para auxiliar na conclusão das causas sobre o incidente”, reiterando que contratou estudo do IPT-SP para “identificar o que poderia ter provocado a queda da ponte sobre o rio Curuçá, na BR-319-AM”, sem especificar, contudo, a previsão de quando o estudo ficará pronto para ser encaminhado à PC-AM.

Em março deste ano, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) divulgou que a conclusão do inquérito policial sofreu adiamento, em consequência da necessidade de pareceres técnicos do Dnit.

Sem Respostas
As famílias das vítimas e os moradores do município Careiro da Várzea, em que ocorreu o incidente, carecem de respostas e medidas efetivas provenientes do Poder Público.

O presidente da Associação de Amigos e Defensores da BR-319, André Marsílio, relata que os membros da entidade realizaram diversas denúncias, alertando as autoridades a respeito dos riscos de a ponte ceder. Marsílio declara ter sido ignorado, na época, pelo Dnit.

“O Dnit não quis ouvir a população, afirmando que eles estavam acompanhando e que estava tudo em ordem. Hoje, vemos que não estava, porque o desastre aconteceu. Naquela região, a mercadoria, a logística, tudo encareceu, inclusive, devido à queda das pontes. São prejuízos incalculáveis, incluindo as mortes de familiares. Acreditamos que as autoridades precisam acelerar os processos, porque não podemos ficar sem respostas”, reforçou.

A comerciante Darliene Nunes Cunha, 25; a servidora pública aposentada, Maria Viana Carneiro, 66; o motorista Marcos Rodrigues Feitosa, 39, e o cirurgião-dentista Rômulo Augusto de Morais Pereira, 36, estão entre os mortos após o desabamento da ponte.

Outra Ponte
Em 8 de outubro de 2022, 10 dias após a queda da ponte sobre o Rio Curuçá, caía a segunda ponte na BR-319, no km 23 da rodovia, sobre o Rio Autaz Mirim.

Horas antes, ainda durante o dia, a Polícia Rodoviária Federal no Amazonas (PRF-AM) e o Dnit tinham interditado a estrutura, medida que só ocorreu após a circulação de vídeos postados, nas redes sociais, pela Associação de Amigos e Defensores da BR-319. Nas imagens, observavam-se rachaduras na ponte.

*Com informações do Toda Hora*