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Briga por fortuna de Ritta Bernardino já faliu o Ariaú Towers, está falindo o Mônaco e divide irmãos

A riqueza acumulada por um dos advogados e empresários mais ricos do Amazonas, Francisco Ritta Bernardino, é alvo de disputa feroz

Por Jenny 05/06/2020 às 19:19:50

Reprodução

A riqueza acumulada por um dos advogados e empresários mais ricos do Amazonas, Francisco Ritta Bernardino, é alvo de disputa feroz. O espólio é composto por centenas de imóveis, espalhados por Brasil, Estados Unidos e Europa. São oito herdeiros, todos filhos, quatro do primeiro casamento, três de relações extraconjugais e um da viúva, Maria da Conceição, que ele chamava de Rosa. A viúva, que viveu 36 anos com Ritta, é inventariante e meeira. Essa posição significaria que tem direito a metade dos bens deixados, por contrato de casamento e não pelo falecimento.

Desde já, o portal franqueia a palavra a qualquer das partes envolvidas, a qualquer momento, para oferecer versão diversa sobre o litígio.

Ritta Bernardino faleceu no dia 12 de maio de 2018. O mais conhecido dos imóveis dele, o hotel Ariaú Jungle Towers, foi leiloado e abandonado, por dívidas, a maioria trabalhistas. O outro, o hotel Mônaco, esquina da avenida Constantino Nery com rua Silva Ramos, segue o mesmo caminho.

Terça-feira, a Amazonas Energia fez o enésimo corte no hotel Mônaco. O fornecimento foi interrompido, oficialmente, em janeiro de 2017, por uma dívida de R$ 1.236.805,90 com a concessionária. Desta vez, uma ligação clandestina foi flagrada: a energia, trifásica, estava ligada no ramal do imóvel vizinho. O "gato" oferecia risco, segundo a empresa, para hóspedes e funcionários.

Lados e versões da disputa

Os litigantes pela fortuna de Ritta Bernardino estão definidos. São filhos do primeiro casamento Édson (mais velho), Edilson, Eliene e Ellen. Todos têm o mesmo sobrenome, Ritta Honorato. Francisco Ritta Bernardino Júnior é o único filho do segundo casamento, com Maria da Conceição, a Rosa. Os extramatrimoniais são Eduardo Ritta Bernardino, 20 anos, e as crianças LFRB, 13, e GFRB, 10.

A viúva tem apoio de Edson e Eliane, que mora nos EUA. Conta com os três extraconjugais, inclusive as duas crianças. O Ministério Público do Amazonas (MPAM) foi acionado para apoiá-los. Do outro lado estão Edilson e Ellen Ritta.

Em vida, o empresário e advogado passou alguns imóveis para os nomes de Ellen e Edilson. Um deles é o hotel Mônaco, administrado por Edilson. A inventariante quer a retomada desses imóveis e entrou com ação judicial para isso. Rosa alega que Ritta gravou vídeo pedindo a devolução dos imóveis.

Francisco Ritta Bernardino, no fim da vida, acometido de Parkinson, teve a própria capacidade mental questionada, judicialmente, pelos filhos. A viúva foi acusada de manipulá-lo, utilizando doses cavalares de remédios. O juiz Luiz Cláudio Chaves, que julgava o pedido de interdição, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM), Marco Aurélio de Lima Choy, chegaram a ir à casa dele. Saíram dizendo que Ritta continuava dominando o que acontecia ao seu redor. Depois, a interdição foi concedida, mas a guarda ficou com Rosa.

A disputa pela fortuna de um dos homens mais ricos do Amazonas segue. Sem data para acabar.

Fonte: Portal do Marcos Santos

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